Um
mestre entre nós
Nilson
Lombardi colocou sua cidade natal, Sorocaba, no mapa-múndi
da música erudita. Difundidas a partir da década
de 60, suas composições têm sido interpretadas
em recitais e gravadas em disco por Eudóxia de Barros,
Attílio Mastrogiovanni, Orlando Retroz, Beatriz Balzi
e Fábio Luz. Seu nome aparece na História da Música
no Brasil, de Vasco Mariz (Ed. Nova Fronteira, págs.
382-383) e consta como verbete na Enciclopédia da Música
Brasileira (Art Editora/Publifolha, pág. 454). Mais recentemente,
recebeu o Prêmio APCA de Música Erudita —
justa homenagem a um artista que, mesmo pouco difundido junto
ao grande público e desprovido de esquema promocional,
atraiu para suas composições a admiração
de sucessivas gerações de intérpretes e
apreciadores da música erudita contemporânea, no
Brasil e no Exterior.
Lombardi pertence ao time de compositores lapidados por Mozart
Camargo Guarnieri (1907-1993), uma das figuras mais importantes
da música brasileira em todos os tempos. Integrante da
Escola Camargo Guarnieri, que se firmou em São Paulo
a partir dos anos 50, o compositor sorocabano figura no cenário
musical contemporâneo ao lado de Osvaldo Lacerda, Marlos
Nobre, Kilza Setti, Sérgio de Vasconcellos-Corrêa
e Brenno Blauth, entre outros. O próprio Lombardi se
define como um continuador da obra de Guarnieri, e localiza
no ano de 1954, quando passou a estudar com o autor da Dança
negra, o momento inicial da sua carreira de compositor.
Sobre Guarnieri, afirma Vasco Mariz:
O
catálogo de obras de Camargo Guarnieri, publicado
em 1979 pela Escola de Comunicações e Artes
da USP, é a maior prova da operosidade do mestre.
(...) É o maior conjunto de criação
musical que o Brasil produziu, depois de Villa-Lobos,
e não lhe fica muito atrás, nem em número
nem em qualidade.
Do mestre, além das técnicas refinadas de construção
musical, Lombardi herdou a inspiração nacionalista
— embora a música lombardiana também se
mostrasse sensível à estética cosmopolita
que varreu o globo na segunda metade do Século XX, através
das big bands, da bossa-nova e do jazz.
Para compreender o universo temático e criativo de Nilson
Lombardi, é preciso regressar no tempo, para a cidade
que o viu nascer, no dia 3 de janeiro de 1926. Localizada a
cerca de cem quilômetros da capital São Paulo,
Sorocaba estava, não só no aspecto físico,
mas também culturalmente, a meio caminho entre o sertão
e a metrópole. Sede econômica e política
de uma região dominada pelos costumes rurais, a cidade
perseguia, desde o século anterior, a vocação
urbana materializada em suas fábricas de tecidos, escolas,
jornais, vilas operárias e estrada-de-ferro. E, embora
impregnada das tradições características
do interior, cultivava, já então, uma vida social
sofisticada para os padrões provincianos, em que não
faltavam teatro, clubes, cinemas e, a partir de 1933, as primeiras
rádios. A influência da Capital e a forte presença
dos imigrantes, entre os quais estava a família Lombardi,
seriam suficientes, ademais, para assegurar a pluralidade e
a constante agitação do ambiente cultural sorocabano.
A
família Lombardi morava a poucas quadras da igreja Catedral,
em cuja praça ocorriam as manifestações
religiosas e artísticas populares. O compositor lembra
que, em criança, gostava de assistir às retretas
e de seguir as procissões, atraído, é claro,
pelo tom vibrante da música. Numa família de músicos
amadores (o mais próximo era seu pai, o alfaiate José,
que tocava violão), Lombardi teve contato, desde cedo,
com diversos instrumentos e ritmos populares, antes de sua iniciação
no piano e na música erudita (aos doze anos, chegou a
compor uma valsa no cavaquinho). Assim, enquanto para muitos
compositores do Século XX a busca da brasilidade se impôs
como uma opção e, em alguns casos, quase uma obrigação
estética e ideológica, para o sorocabano foi um
caminho que se descortinou naturalmente, a partir de uma infância
feliz e interiorana. Este caminho, mais tarde, seria percorrido
por toda uma gama multicolorida de influências, sem prejuízo
do nacionalismo inerente. Nas palavras de Luis Trench, membro
efetivo da Associação Paulista dos Críticos
de Arte:
...verdadeiro
Schumann brasileiro, [Nilson Lombardi] não nega
suas origens, pelo contrário, faz [música]
com requinte e espontaneidade, sem necessidade de ostentar
exotismos.
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Estela
e José, pais de Nilson. José, além
de alfaiate, era violonista
Órfão de mãe
aos 3 anos, Nilson foi criado pelo pai e a avó,
dona Ana
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O
aprendizado de piano começou tarde. Órfão
de mãe (dona Estela faleceu quando o filho tinha três
anos), o garoto foi criado pelo pai e pela avó paterna,
Dona Ana — duas personalidades generosas que dominaram
a infância do compositor, assegurando-lhe dias tranqüilos,
embora não abastados. Nas famílias modestas, a
tradição mandava que o jovem fosse trabalhar para
ajudar com as despesas da casa, e assim, ao completar quinze
anos, mesmo sem receber cobranças diretas, Nilson se
empregou como telegrafista da Estrada de Ferro Sorocabana. Somente
aos dezenove anos, já em seu segundo emprego, conseguiu
iniciar os estudos de piano, e ainda teria que esperar três
anos para juntar o dinheiro necessário e adquirir seu
próprio instrumento. Até então, exercitava-se
no piano de uma casa comercial, que o radialista Freitas Junior,
amigo e parente, teve a gentileza de emprestar.
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Com
amigos de juventude, na década de 40
Foto
da formatura no Instituto Musical de São Paulo
(1954) |
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A princípio, Lombardi estudou com o padre belga José
Zanolla, e, com o falecimento deste, passou a ter aulas com
a professora Maria de Oliveira Cordeiro (Dona Nenê), diretora
da Escola Chiafarelli. O pai, vendo seu esforço em estudar
música e manter o emprego, decidiu liberá-lo do
trabalho e o aconselhou a continuar os estudos em São
Paulo. Livre de mais ocupações, Lombardi rumou
para a Capital, onde passou a cursar piano no Instituto Musical
e canto orfeônico e educação musical no
Conservatório Paulista de Canto Orfeônico.
Em janeiro de 1954, Nilson Lombardi e sua mestra sorocabana
subiram ao palco do Auditório Chiafarelli, em Sorocaba,
para apresentar, ele como solista, os três movimentos
do Concerto em Lá Menor para Piano e Orquestra, op. 54,
de Schumann. Aquele ano foi um marco na biografia de Lombardi,
que chegava à maturidade como instrumentista, sem, entretanto,
pensar em composição. Nesse mesmo período,
o sorocabano concluiu os cursos no Instituto Musical e no Conservatório
Paulista, habilitando-se, graças ao diploma deste último,
a atuar como professor. Finalmente, coroando um ano prodigioso,
fez-se aluno de Camargo Guarnieri.
O encontro com o compositor, já então um músico
aclamado internacionalmente, foi decisivo em sua vida. Lombardi
recorda:
Guarnieri
ocupava uma posição de primazia no cenário
musical, porque fazia uso das normas da tradição
musical brasileira, mas sempre com temas próprios,
sem recorrer a temas folclóricos. Um dia eu li
no jornal que ele oferecia bolsas de estudos para um curso
de composição de seis meses, no Conservatório
Dramático e Musical de São Paulo. Candidatei-me,
fui aprovado e fiz o curso. Após esse período,
eu e outros alunos propusemos que ele continuasse nos
dando aulas particulares. Guarnieri aceitou, e acabei
ficando quinze anos sob a sua orientação.
Recebendo
de Guarnieri o diploma de Canto Orfeônico e Piano,
1954 |
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Como
aluno de Guarnieri, Lombardi passou a conviver com o primeiro
escalão da música paulistana. O aprendizado passava,
necessariamente, pelo profundo conhecimento das grandes obras
musicais de todos os tempos. Por prazer e por necessidade, Lombardi
e outros discípulos de Guarnieri se tornaram habitués
do Teatro Municipal de São Paulo e de todas as salas
onde, porventura, houvesse alguma atividade cultural. No campo
da composição, os discípulos cerravam fileiras
ao lado do mestre, valorizando a identidade musical brasileira.
Ainda nos tempos do Conservatório, Lombardi foi apresentado
por Guarnieri à pianista Eudóxia de Barros, que
veio a ser sua amiga e primeira intérprete. A partir
dos anos 60, Eudóxia se tornou a grande divulgadora de
toda uma escola de compositores, e sempre fez questão
de incluir peças de Lombardi em seu repertório
(já em 1966, a concertista apresentava em Washington,
nos Estados Unidos, o Ponteio no 3, levando o The Washington
Post a elogiar os "ritmos atraentes" que emergem de
um movimento sonoro constante). Sobre a arte do sorocabano,
Eudóxia afirma, em e-mail de julho de 2002:
Como
ele [Lombardi] é pianista, suas músicas
são sempre muito pianísticas, além
de muito melodiosas e brasileiras. A melodia é
contagiante, enfim, ele tem um grande talento, especialmente
para miniaturas, e me sinto sempre confortável
tocando as suas composições.
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Nilson
rege a Orquestra Sinfônica Juvenil de Sorocaba (década
de 50). |
A
obra lombardiana começou a despontar no cenário
musical brasileiro a partir de 1960, ano em que o autor venceu
o Concurso de Composição Musical para Piano com
o Ciclo Miniatura, composto de Toada, Chorinho, Acalanto, Valsa
e Baião. A repercussão do Ciclo fez com que Lombardi
ficasse, invariavelmente, conhecido como miniaturista. Depois
do Ciclo Miniatura, compôs a série Seis Miniaturas,
que, transcrita para orquestra pelo musicólogo francês
Michel Phillipot, integrou várias temporadas da Orquestra
Sinfônica do Estado de São Paulo. Embora possua
obras de maior duração, o autor não esconde
sua predileção por peças ligeiras, de aproximadamente
um minuto. Sobre esta característica de seu trabalho,
costuma evocar as palavras do crítico Caldeira Filho,
que explica:
(...)
miniatura não é o simplesmente diminuto,
pequenino e delicado. É o objeto total, com todos
os seus pormenores, com todas as suas realidades, mas
em ponto mínimo de dimensão. É como
ver as coisas por um binóculo invertido: tudo se
reduz em tamanho, mas nada se perde em exatidão
ou realismo.
Comemoração
pela vitória
do Ciclo Miniatura no Concurso
de Composição, 1960 |
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Em
1963, Lombardi ganhou o primeiro lugar no Concurso de Composição
promovido pela Comissão Paulista de Folclore, com Três
canções folclóricas. Nesse mesmo ano, sua
Toada para cordas foi executada pela Orquestra Sinfônica
Municipal de São Paulo, sob a regência de Camargo
Guarnieri. Na década de 70, outros intérpretes
descobriram a inspiração lombardiana, entre eles,
o pianista Attílio Mastrogiovanni (que dedicou todo um
LP à sua música), o organista Orlando Retroz e
o violonista Pedro Cameron. Num encontro promovido pela antiga
mestra, Dona Nenê, Lombardi foi apresentado a um jovem
pianista que viria a ser seu grande amigo e, talvez, maior entusiasta.
Hoje concertista internacional, residindo na Itália,
Fábio Luz fez de Lombardi presença quase que obrigatória
em seus discos e concertos.
Em e-mail de junho de 2002, Fábio declara:
Aprendi
a conhecer a profunda verdade - a alma sincera - por trás
de cada nota escrita por ele. De fato, o grande crítico
musical e saudoso amigo Dr. José da Veiga Oliveira
escreveu que "Nílson Lombardi é sempre
sincero em cada nota que lança ao pentagrama"
e justamente esse dom, enriquecido pelos conhecimentos
que "cientificamente" Camargo Guarnieri lhe
transmitiu, mais a imensa bagagem espiritual da maravilhosa
pessoa que ele é, o tornam um dos mais talentosos
compositores pianísticos da atualidade no Brasil,
como bem define Luis Roberto Trench, crítico do
jornal O Dia.
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Nilson
e Camargo Guarnieri no
Aeroporto de Viracopos, 1963 |
Com
Eudóxia de Barros, Osvaldo Lacerda e amigos, década
de 70 |
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Desde
que surgiram em concertos e discos, as composições
de Lombardi vêm recebendo elogios da crítica especializada.
José da Veiga Oliveira, em artigo de 1976 para o Diário
Popular, afirma: "O pianista canta brasileiramente, num
lirismo de irresistível encanto." Caldeira Filho,
em artigo de 1977, diz que Lombardi "...sabe desenvolver
e sabe modular, ou seja, jogar com as cores sonoras."
Esse estilo de compor, conforme Lombardi, nasce de um esforço
que mistura a emoção estética e o trabalho
racional. A veia criadora, afirma ele, deve estar atrelada ao
senso crítico, de forma que o autor possa sempre analisar
o próprio trabalho. Graças à prática
adquirida em anos de estudos, Lombardi consegue desenvolver
e concluir uma miniatura em poucos minutos. A mais "popular"
de todas, Para Luiza (Miniatura número 5 da série
Seis Miniaturas), foi feita em doze minutos.
Sobre suas influências, Lombardi aponta Schumann, em primeiro
plano, Chopin, Brahms, Debussy e Satie, além dos grandes
nomes da música instrumental moderna. E detalha:
Ouvi
muita música americana e brasileira, jazz e bossa-nova.
Meu trabalho está impregnado de várias correntes
musicais, e muito pouco do classicismo, que aparece apenas
em trabalhos isolados. Mas o que predomina sempre é
o meu estilo, resultado da influência recebida de
Guarnieri, que é o contraponto, o linearismo, a
polifonia.
Lombardi também foi professor. Em 1958, ingressou por
concurso no Magistério estadual e passou a dividir seu
tempo entre os estudos com Camargo Guarnieri, em São
Paulo, e as aulas na rede estadual — a princípio
em Guararapes, na região da Grande São Paulo,
e posteriormente em São Roque e Sorocaba. Em 1964, começou
a dar aulas no Conservatório Dramático e Musical
"Dr. Carlos de Campos", de Tatuí, onde atuou
por dez anos, paralelamente às aulas nas escolas estaduais.
Finalmente, em 1975, ingressou nos quadros da Universidade Estadual
Paulista "Júlio de Mesquita Filho" (Unesp),
como professor efetivo das disciplinas Estrutura da linguagem
musical, Análise musical, Composição musical
e Piano complementar. Nesta função, aposentou-se
em 1992, após quase dezoito anos de serviço.
Ao longo de sua vida acadêmica, Lombardi jamais deixou
de estudar. No início dos anos 70, recebeu durante três
anos a orientação de Nellie Braga, da Escola Tagliaferro,
outra importante influência. Em 1980, viajou à
Europa e, durante quatro meses e meio, percorreu a estudo os
principais centros musicais da França, Espanha, Inglaterra
e Itália. No Conservatório Superior de Música
de Paris, efetuou as pesquisas que resultaram na dissertação
Os aspectos inovadores na técnica pianística de
Claude Debussy. Na Espanha, aprofundou conhecimentos sobre os
nacionalistas espanhóis Albéniz, Granados e Manuel
de Falla, entre outros. Em 1984, obteve o título de mestre
no curso de pós-graduação da Escola de
Comunicação e Artes da USP, apresentando a tese
Obra e estilo do compositor paulista Camargo Guarnieri. Escreveu,
também, mais de trezentas páginas sobre a atuação
do maestro Eleazar de Carvalho à frente da Orquestra
Sinfônica do Estado de São Paulo, cuja equipe integrou
por quatro anos.
Muitas vezes, nos últimos cinqüenta anos, Lombardi
tem sido o que se costuma chamar de agitador cultural. Em 1956,
dirigiu o Coral Universitário da Faculdade de Filosofia,
Ciências e Letras de Sorocaba. Em 57, também em
sua cidade natal, regeu o Coral do Centro Cultural Brasil-Estados
Unidos. No ano seguinte, juntamente com William Fabri, organizou
a Orquestra Juvenil de Sorocaba, da qual foi regente. Em 1961,
ajudou a fundar a Sociedade Pró-Música Brasileira,
em São Paulo. Entre 1968 e 1972, foi delegado da Secretaria
de Estado da Cultura em Sorocaba. Em 1984, participou da fundação
do Centro de Música Brasileira, onde atua até
hoje. Nesse mesmo período, em Sorocaba, foi sócio-fundador
do Centro Musical Sorocabano (Cemso), que promoveu dezenas de
concertos internacionais.
A maior parte das obras de Nilson Lombardi se encontra editada
ou gravada em disco. Com sorte, é possível apreciá-la
em concertos e recitais (em março de 2002, a Orquestra
Sinfonia Cultura, da Fundação Padre Anchieta,
abriu sua temporada sinfônica com o concerto A Escola
de Composição de Camargo Guarnieri, interpretando,
de Lombardi, Seis Variações Sobre um Tema de Schoenberg,
com regência de Lutero Rodrigues e solo de Eudóxia
de Barros). As composições do sorocabano têm
sido, também, largamente utilizadas como peças
obrigatórias em exames e festivais, o que o faz conhecido,
particularmente, entre os jovens instrumentistas. Em março
de 2002, no Teatro Municipal de São Paulo, o autor recebeu
o Grande Prêmio da Crítica da Associação
Paulista de Críticos de Arte (APCA), na categoria Música
Erudita.
Aos 76 anos, Lombardi cultiva uma rotina agitada, que inclui
viagens constantes à Capital, para participar das reuniões
do Centro de Música Brasileira e também para assistir
a concertos e recitais. Pessoa de muitos amigos, que cativa
facilmente com sua personalidade alegre, está sempre
às voltas com novos projetos na área cultural.
Em Sorocaba, onde reside com familiares, na mesma casa que o
viu crescer, tem recebido com freqüência o carinho
e as homenagens de seus conterrâneos, que reconhecem em
seu trabalho um dos motivos de projeção da cidade
no campo das artes.
José
Carlos Fineis
Sorocaba, outubro de 2002
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